Etanol a partir da Fruta Sandía
Estudos de cientistas do Serviço de Investigação Agrícola (ARS), do Ministério da Agricultura (USDA) do governo dos EUA, revelam que os açúcares do fruto sandía podem ser convertidos em etanol. Em 2007, produtores colheram 2 mil toneladas de sandía para os mercados frescos de frutas. Cerca de 400 toneladas, ou 20% do total, ficaram nos campos por conta de manchas exteriores e deformidades.
Agora, em vez de ficarem na superfície dos campos, os talos de sandía podem ter "nova vida" econômica como matéria-prima para a produção de etanol. Normalmente, esse biocombustível é produzido pela cana-de-açúcar, que é uma alternativa mais limpa que a gasolina. Os estudos com a sandía refletem a intenção da ARS em diversificar a "carteira" estaduniense de cultivo de biocombustíveis que podem reduzir a dependência dos EUA em relação ao petróleo, principalmente de fontes estrangeiras.
Os estudos do químico Wayne Fisch no Laboratório Centro-sul de Investigação Agrícola em Lane, sobre o etanol a base de sandía, completam outras investigações em curso.
Em seus estudos, Fish revela que o etanol pode ser produzido por fermentação da glicose, frutose e sacarose dos resíduos da sandía, depois que são extraídos o licópeno e a citrulina.
Uma oferta de sandía de 40 quilos pode produzir aproximadamente pouco mais de meio quilo de açúcar, o que gera uma quantidade suficiente para sete décimos de meia libra de etanol. Para extrair todos os açúcares possíveis, Fish investe na degradação da fruta com tratamentos químicos e enzimáticos.
Também são levados em conta diferentes combinações de temperaturas, leveduras, agentes antiespumantes e níveis de pH para otimizar o sistema .
Fonte: Agroind