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Em oito anos, cana traz investimento de R$ 20 bi a MS
Fernanda MathiasNos próximos quatro anos os investimentos do setor sucroalcooleiro em Mato Grosso do Sul tendem a dobrar, o que significa que em oito anos serão R$ 20 bilhões injetados na economia do Estado. Este cenário é discutido desde ontem no Canasul 2009 (3° Congresso de Tecnologia da Cadeia Produtiva da Cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul), que reúne empresários, técnicos e acadêmicos no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.
O presidente da Biosul(Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Cézar de Hollanda Cavalcanti Filho, ressalta que nos últimos quatro anos foram investidos R$ 10 bilhões considerando as 14 usinas em operação hoje no Estado e as sete que estarão funcionando até o fim deste ano. “Não é difícil que esse volume dobre nos próximos quatro anos”, afirmou. A concretização desta projeção, porém, depende de como o mercado vai reagir. Hoje os efeitos da crise já começam a se dissipar e os negócios reagiram, com aumento da venda do etanol no mercado interno e um “bom momento” também para o açúcar. A produção de Mato Grosso do Sul para esta safra é estimada em 31 milhões de toneladas e a tendência é que o crescimento continue a todo vapor. Segundo informações do governo do Estado, hoje a produção estadual é de 2 bilhões de litros de álcool e com a inclusão das sete novas usinas passa a 2,9 bilhões, com perspectiva de atingir 3,5 bilhões em 2011, volume que viabiliza a implantação do alcoolduto para escoar a produção. Projeto responsável – Assim como os números do setor, chama atenção também o projeto de zoneamento econômico e ecológico, diz o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel Vicente Bertone. “Mato Grosso do Sul tem um projeto fantástico e muito responsável para o setor, o que atrai os olhares do Ministério e dos investidores", diz. A proteção do Pantanal, com veto ao plantio de cana-de-açúcar na planície é um dos pontos que cita. Para Bertone, o Estado tem dado exemplo no que diz respeito à produção sustentável. Quanto à questão trabalhista, ele acredita que existam casos isolados e que o estigma da cadeia da cana está sendo superado, com a supressão da queima da cana e a colheita mecanizada, eliminando a mão-de-obra no corte, atividade considerada mais degradante. “Temos no setor uma mão-de-obra bem remunerada e as empresas oferecem outros benefícios. O setor tem atingido níveis de excelência na qualificação”, afirma. O secretário afirma que o mercado usa casos isolados para desqualificar a produção brasileira, que é muito competitiva. “Usam estas exceções para dizer que não preenchemos os requisitos para a produção sustentável e justificar a falta de competitividade deles”, critica. Um caso que tomou proporções internacionais foi a exploração de índios pela usina Debrasa, em Brasilândia, pertencente ao grupo José Pessoa, que chegou a ser citada no relatório da anistia em 2008. No ano passado cinco empresas do grupo foram banidas do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, a chamada “lista limpa”. Em outra unidade do grupo, em Sidrolândia, são freqüentes as movimentações de trabalhadores por pagamento de salários e benefícios atrasados.
Fonte: Campo Grande News |
| Preço Médio do kg de ATR/SP - Julho | R$ 0,3477 |
| Álcool Anidro Combustível | |
| 16/08 - 20/08/2010 - CEPEA | |
| R$ 0,9652 | US$ 0,5497 |
| Álcool Hidratado Combustível | |
| 16/08 - 20/08/2010 - CEPEA | |
| R$ 0,8359 | US$ 0,4761 |
| Álcool Hidratado Outros Fins | |
| 16/08 - 20/08/2010 - CEPEA | |
| R$ 0,861 | US$ 0,4904 |