>> Sinal verde para o alcoolduto
publicado em 26/11/2009
Sinal verde para o alcoolduto

Canaviais representam 3,5% da área agricultável do Estado
Compagás e Copel são autorizados a participardo projeto que foi idealizado pela iniciativa privada. Previsão é que esteja pronto em 2014
 
DA REDAÇÃO

  Maringá poderá ter, até 2014, um alcoolduto para facilitar a exportação da produção de álcool da região, via porto de Paranaguá. O projeto, de R$ 900 milhões, ganhou o apoio do governo do Estado, que anunciou a participação da Compagás e da Copel no projeto. Segundo o governador Roberto Requião, apesar de a obra ser privada, o governo do Estado “vai apoiar institucionalmente a proposta”. A Copel vai permitir que as áreas sob suas torres de transmissão sejam usadas para o traçado e a Compagás vai emprestar sua experiência na construção de dutos.
  O anúncio foi feito dia 5 de outubro em Curitiba, numa região com produtores do Paraná, representados pela Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar). Requião pediu como contrapartida que os produtores se comprometessem em movimentar 4 bilhões de litros de álcool pelo duto, que deve estar pronto até 2014. O estímulo do governo ao segmento sucroalcooleiro visa a projetar o Estado no mercado externo, como exportador de etanol, um projeto iniciado ano passado com a construção do primeiro terminal público de etanol, no Porto de Paranaguá.
  O MELHOR TRAÇADO
  Pelo que ficou acertado no encontro do dia 5, uma comissão, formada por representantes dos produtores e da Compagás e com a participação da Copel, vai iniciar estudos visando a construção do alcoolduto, que deve começar no ano que vem. O presidente da Compagás, Luiz Carlos Meimert, será o presidente da comissão que vai estudar o melhor traçado e os materiais a serem empregados na construção do mesmo. “A empresa tem uma vasta experiência em construção de dutos para energia e podemos contribuir bastante”, destacou o presidente. A Copel, inicialmente, terá uma participação indireta, por ser a empresa controladora da Compagás.
  Essa participação só mudará caso a comissão resolva que um dos traçados das linhas de transmissão da Copel seja compatível para a construção do duto.



"Ainda não temos data
para começar a construção,
mas queremos estar com
tudo pronto até o
fim do ano”

José Adriano da Silva Dias, superintendente da Alcopar
 
 
 >> Maringá-Araucária-Paranaguá

  A utilização de um desses traçados poderia facilitar a construção, segundo a assessoria da Copel, “porque as linhas de transmissão já são áreas desapropriadas”. Mas o superintendente da Alcopar, José Adriano da Silva Dias, praticamente descarta essa possibilidade. Segundo ele, há uma incompatibilidade técnica, porque “a energia elétrica causa uma reação nos dutos metálicos”. Uma solução para o problema, que será estudada pela comissão, será a de utilizar outros materiais, mas isso seria feito apenas se comprovada a viabilidade de se utilizar alguns dos traçados das linhas de transmissão.
  Adriano, entretanto, não aposta nessa alternativa. Segundo ele, o pré-projeto apresentado pelos produtores, de 502 quilômetros, ligando Maringá a Araucária, e de lá a Paranaguá, deve ser o escolhido. “O que queríamos era o apoio institucional do governo, como a liberação de licenças e desapropriações, e isso foi conseguido”, revelou.
  Os produtores voltam a se reunir com do governador no dia 12 de dezembro, quando vão apresentar o projeto concluído, a empresa gestora do alcoolduto já formada e a primeira parte dos recursos necessários para a obra, já conseguida. “Ainda não temos data para começar a construção, mas queremos estar com tudo pronto até o fim do ano”, disse Dias.  

Fonte:Jornal Paraná
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16/08 - 20/08/2010 - CEPEA
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Álcool Hidratado Outros Fins
16/08 - 20/08/2010 - CEPEA
R$ 0,861 US$ 0,4904