>> São Martinho fecha parceira em especialidades químicas
publicado em 03/12/2009
São Martinho fecha parceira em especialidades químicas
SÃO PAULO - A sucroalcooleira São Martinho fechou um acordo preliminar com a norte-americana Amyris Biotechnologies e sua subsidiária brasileira Amyris Pesquisa e Desenvolvimento de Biocombustíveis para a criação de uma joint venture que atuará no mercado de especialidades químicas, produzidos a partir da cana de açúcar.
" A joint venture visa a atuação no mercado de especialidades químicas renováveis, em uma cadeia integrada desde o cultivo da cana até o produto final, utilizando a expertise do Grupo São Martinho na produção " , disse o presidente-executivo do Grupo São Martinho, Fabio Venturelli, por meio de comunicado.
O negócio também prevê que o grupo São Martinho seja um dos acionistas da Amyris Biotechnologies Inc., detendo o equivalente a R$ 50 milhões em ações. O aporte será feito antes de a empresa realizar sua abertura de capital no exterior.
O Grupo Amyris, que tem sede em Emeryville, California (EUA), desenvolveu tecnologia que se baseia na modificação de leveduras, capazes de converter a sacarose da cana de açúcar em combustíveis avançados e especialidades químicas.
"A São Martinho é o parceiro ideal para o lançamento de nossos produtos renováveis, proporcionando uma experiência industrial complementar à nossa", disse o presidente-executivo da Amyris, John Melo, também por meio de comunicado.
O acordo entre as duas empresas engloba uma sequência de operações. A primeira é a venda pela São Martinho S.A e Usina São Martinho S.A., de 40% do capital social da Usina Boa Vista por R$ 140 milhões.
Também está previsto um investimento de até R$ 90 milhões a ser realizado integralmente pela Usina Boa Vista, para elevar o processamento de cana de açúcar da unidade dos atuais 2,25 milhões para 3,4 milhões de toneladas.
Feito isso, a Usina Boa Vista investirá outros US$ 50 milhões para instalação de uma unidade industrial para elaboração de especialidades químicas com previsão de início a partir da safra 2011/2012. Concluída essas etapas, a ideia é levar a mesma tecnologia à Usina Iracema.
(Eduardo Campos | Valor)