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SÃO PAULO - A Cosan divulgou nota afirmando que não utiliza trabalho escravo, em resposta ao fato da companhia ter sido incluída na "lista suja" do Ministério do Trabalho no último dia 31.
Segundo a empresa, o caso foi originado em uma das empresas integrantes de sua cadeia produtiva, a José Luiz Bispo Colheita, que prestava serviços de corte de cana-de-açúcar no interior do estado de São Paulo. Ao todo, 42 trabalhadores foram libertados, após fiscalização do Ministério do Trabalho ocorrida em 2007.
A Cosan disse que mantém políticas rígidas internas a fim de cumprir as normas legais e que pagou todas as despesas necessárias à regularização dos trabalhadores envolvidos.
"O evento que envolveu a empresa José Luiz Bispo Colheita - ME não contou com a cooperação ou concordância da Cosan", diz a companhia. "A Cosan também providenciou o descredenciamento da referida empresa da cadeia produtiva referente ao fornecimento de cana-de-açúcar."
A companhia sucroalcooleira afirma que foi surpreendida com a inclusão de seu nome no cadastro de companhias que empregam trabalho escravo e que já está tomando medidas para sua exclusão da lista.
"A Cosan esclarece que tal processo de inclusão do seu nome na lista não era em absoluto de seu conhecimento e que, portanto, não teve a oportunidade de se defender", diz a nota.
(Karin Sato | Valor)
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