Biotecnologia
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Consumidores escolhem alimentos transgênicos por características nutricionais    

Outros aspectos considerados na escolha dos alimentos geneticamente modificados são os benefícios ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Uma pesquisa do IFIC (Conselho Internacional de Informações sobre Alimentos sediado no Reino Unido), divulgada em junho de 2010, mostra que uma porcentagem significativa dos consumidores americanos está disposta a escolher alimentos produzidos por meio da biotecnologia. Segundo o trabalho, os critérios de escolha dos produtos são os benefícios ao meio ambiente, a sustentabilidade nas práticas de agricultura e as características nutricionais.

O trabalho foi desenvolvido de 5 a 26 de abril, nos Estados Unidos, com 750 pessoas com diferentes níveis de ensino formal. Levantamentos com esse são realizados desde 1997 e esta é a 14ª edição. 

A maioria dos entrevistados (76%) respondeu que consumiria produtos derivados da biotecnologia que “produzissem gorduras mais saudáveis, como ômega-3”. Alimentos que evitam gorduras trans também têm grande aceitação (74%), assim como produtos com sabor e frescor melhorados (67%).

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos consumidores não acha que a biotecnologia deve ser evitada.

Fonte: Food Insight- 14 de Julho de 2010           
 


        
   Tabaco GM rico em óleo para produção de biocombustível

Pesquisadores da Universidade Thomas Jefferson (EUA) identificaram uma maneira de aumentar o conteúdo de óleo nas folhas de tabaco usando a superexpressão de genes de diacilglicerol aciltransferase (DGAT) e leafy cotyledon 2 (LEC2) da Arabidopsis thaliana. O DGAT codifica uma enzima da biossíntese de triacilglicerol, e o LEC2 regula a maturação da semente e seu armazenamento de óleo.

O estudo levou a um aumento de até 20 vezes no acúmulo de triacilglicerídeo nas folhas de tabaco. Os dados elevam o tabaco a uma fonte atrativa de energia, e podem ser utilizados como modelo para aplicação na produção de outras plantas como fontes de biocombustível.

Vyacheslav Andrianov, um dos autores do trabalho, diz que o tabaco tem potencial tanto para a produção de etanol quanto de óleo biocombustível, proporcionando mais energia por hectare que qualquer outra cultura não alimentícia.

O artigo está disponível em http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-7652.2009.00458.x

Fonte:ISAAA – 8 de janeiro de 2009              
 

                                 Pesquisadores descobrem o gene “termômetro” das plantas      

Os vegetais são extremamente sensíveis às mudanças de temperatura no seu ambiente, podendo detectar até mesmo mudanças de menos de um grau Celsius. Até agora, isto era um mistério para os cientistas, que agora descobriram um “gene termômetro” que, além de identificar as mudanças nas temperaturas, também coordena uma resposta apropriada à temperatura.

Vinod Kumar e Phil Wigge, do John Innes Centre (Noruega), relataram ao jornal Cell que localizaram o principal regulador do transcriptômetro de temperatura. Usando o modelo da planta Arabidopsis, os pesquisadores mostraram que a chave para a sensibilidade à temperatura é a proteína específica histona, H2A.Z, que enrola o DNA em uma estrutura mais empacotada conhecida como nucleossoma.

A descoberta pode ajudar a desenvolver plantas que tolerem melhor o frio ou o calor em excesso.

O artigo foi publicado originalmente em http://dx.doi.org/10.1016/j.cell.2009.11.006.

Fonte: ISAAA – 8 de janeiro de 2009


 
                               Bactéria transgênica produz plástico verde       (10/12/2009)

Uma reportagem da revista The Economist publicada no último dia 26 de novembro mostrou que uma pesquisa sul-coreana criou um meio para produzir um substituto biodegradável do plástico de petróleo por meio de bactérias geneticamente modificadas. O produto é o ácido polilático (PLA), considerado pela revista “uma das mais promissoras alternativas ao plástico feito de petróleo”, feito a partir de fontes renováveis como o milho e a cana-de-açúcar.

O PLA só recentemente alcançou viabilidade comercial de produção, e agora um grupo de cientistas liderado por Lee Sang-yup, do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, diz ter criado um meio ainda melhor de produzir PLA, usando a ciência da biologia sintética.

Até agora o PLA é produzido em duas fases: primeiro uma fonte de amido ou açúcar, que pode ser um resíduo agrícola, é fermentado para se obter o ácido lático – a mesma substância produzida pelo corpo durante exercícios físicos, que neste caso é produzido pelo “exercício” de fermentação das bactérias. Numa segunda etapa as moléculas de ácido lático são ligadas em cadeias maiores ou polímeros, numa reação química, para produzir o PLA.

Segundo Dr. Lee reportou na revista Biotechnology and Bioengineering, eles produzem o PLA em uma única etapa, na própria bactéria. Nenhuma reação química pós-processamento é necessária.

Se o processo se tornar comercial, os pesquisadores acreditam que podem ser reduzidos significativamente os custos de produção do PLA. Além de embalagem para alimentos e bebidas, o PLA também é usado para outros fins como aparelhos e dispositivos médicos. Também possui potencial na utilização de roupas biodegradáveis, suprimentos e produtos de higiene, como fraldas descartáveis – objetos que levam décadas para se decompor. O Dr. Lee acredita que, com mais pesquisas, bactérias geneticamente modificadas serão capazes de produzir outros tipos de plásticos e poliésteres de fontes renováveis.

Fonte:
The Economist – 02 de dezembro de 2009

Bill Gates diz que ideologia ameaça combate à fome  
    
A luta para acabar com a fome está sendo afetada por ambientalistas que insistem que grãos geneticamente modificados não podem ser usados na África, afirmou nesta quinta-feira Bill Gates, fundador da Microsoft e presidente da Fundação Bill e Melinda Gates, que promove o desenvolvimento científico no campo da saúde global.

Gates afirmou que grãos geneticamente modificados, fertilizantes e produtos químicos são ferramentas importantes – ainda que não as únicas ferramentas – para ajudar as pequenas fazendas africanas a ampliarem sua produção. "Este esforço global para ajudar pequenos fazendeiros é ameaçado por uma ideologia que ameaça dividir o movimento em dois", apontou Gates em seu primeiro discurso sobre agricultura feito no fórum World Food Prize, em Des Moines, nos Estados Unidos.
"Algumas pessoas insistem numa visão ideal de meio ambiente", afirmou Gates. "Eles tentaram restringir a disseminação da biotecnologia na África sub-saariana sem considerar o quanto ela pode reduzir da pobreza, ou o que os próprios fazendeiros querem".

A Fundação Bill e Melinda Gates tem focado na ajuda aos pobres nos últimos anos, assim como em crescimento de pequenos fazendeiros e venda de mais grãos como uma forma de reduzir a fome e a pobreza. A instituição, que se comprometeu com US$1,4 bilhão para esforços com desenvolvimento agrícola, anunciou nove novas doações, num total de US$ 120 milhões, com o objetivo de expandir os lucros e a especialização dos fazendeiros em países em desenvolvimento.

Fonte:
Reuters
– 16 de outubro de 2009

 
Grama GM pode reduzir emissão do gás metano     

O gás metano, relacionado às mudanças climáticas e um dos responsáveis pelo efeito estufa, é também produzido no processo de digestão do gado. Há anos, pesquisadores procuram uma forma de minimizar o problema. Cientistas da University College Dublin (Irlanda) pesquisam um tipo de grama mais doce e gordurosa, que poderia diminuir a emissão de gases e contribuir, indiretamente, para a saúde humana.

Apesar de não haver provas concretas de que a abordagem possa funcionar, o especialista em nutrição animal da universidade, David Kenny, afirma que, embora a grama configure uma dieta de baixa gordura, os cientistas estão trabalhando com diferentes culturas neste momento, por meio da biotecnologia. Segundo ele, certos tipos de gorduras podem melhorar a qualidade da grama e, ao mesmo tempo, reduzir a produção de metano. “É uma situação em que todos ganham: o produtor de gado e o consumidor.”

A questão do gás emitido é especialmente grave na Irlanda, onde boa parte dos animais alimenta-se de grama, viabilizando, consequentemente, a maior produção de gás metano.

Fonte: BBC Brasil
          Conselho de informações sobre biotecnologia

 

 

 Insulina produzida em plantas transgênicas é testada em humanos      

Uma empresa canadense anunciou em dezembro o início dos ensaios clínicos em humanos de Fase I / II com a insulina desenvolvida em plantas transgênicas de cártamo.

A pesquisa tem como objetivo demonstrar a bioequivalência (equivalência biológica entre duas substâncias) da insulina humana produzida em plantas e as comercialmente utilizadas. Os testes serão conduzidos no Reino Unido e contarão com 30 voluntários. De acordo com Andrew Baum, CEO da empresa, é a primeira vez que uma insulina produzida em plantas é injetada em pessoas.

Os resultados devem ser apresentados no primeiro trimestre de 2009 e devem ajudar na definição do processo de regulamentação de produtos derivados desta tecnologia.

Estima-se que, atualmente, o mercado global de insulina seja de cerca de US$ 7 bilhões. A demanda por insulina vai aumentar nos próximos anos, já que houve um aumento na incidência de diabetes e na utilização de terapias baseadas em insulina.

FONTE: AngenBio 
               Conselho de informações sobre biotecnologia
 
 

 

Cotação do Dólar

Índice Bovespa

Cana-de-Açúcar (R$)
Preço Médio do kg de ATR/SP - Julho R$ 0,3477
Álcool
Álcool Anidro Combustível
16/08 - 20/08/2010 - CEPEA
R$ 0,9652 US$ 0,5497
Álcool Hidratado Combustível
16/08 - 20/08/2010 - CEPEA
R$ 0,8359 US$ 0,4761
Álcool Hidratado Outros Fins
16/08 - 20/08/2010 - CEPEA
R$ 0,861 US$ 0,4904